O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) confirmou, nesta quinta-feira, a perda de uma cadeira do PL na Assembleia Legislativa e o retorno do ex-deputado João César Mattogrosso (PSDB) ao mandato parlamentar.
A decisão ocorreu após o reprocessamento dos votos das eleições de 2022, motivado pela condenação de Loester Trutis e Raquelle Trutis por lavagem de dinheiro eleitoral. O resultado confirmou a antecipação feita pela reportagem no último domingo.
Com a exclusão dos votos de Raquelle Trutis, o PL caiu de 132.945 para 122.163 votos válidos na disputa para deputado estadual. Com isso, o partido perdeu uma das vagas conquistadas no pleito.
Já o PSDB, que somou 293.036 votos, garantiu a sétima cadeira na Assembleia. Na composição da legenda, Neno Razuk teve 17.023 votos, enquanto João César Mattogrosso registrou 11.650 votos e reassume o cargo.
Condenação definitiva
A mudança no cenário eleitoral aconteceu após decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem possibilidade de recurso. Os ministros Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Ricardo Villas Bôas Cueva, Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques condenaram o ex-casal por lavagem de R$ 776 mil durante as eleições de 2022.
Com atualização monetária, o valor da condenação ultrapassa R$ 1 milhão.
Segundo entendimento do TSE, Loester e Raquelle utilizaram duas empresas para ocultar movimentações ilícitas de recursos públicos e praticar lavagem de dinheiro eleitoral.
Os magistrados apontaram que as empresas receberam valores cruzados dos candidatos para simular prestação de serviços e esconder o desvio de recursos. Durante o processo, também foram identificadas contradições em depoimentos, ausência de comprovação dos serviços supostamente realizados e até endereços inexistentes ligados às empresas investigadas.
Os ministros concluíram que a defesa não apresentou elementos capazes de modificar as decisões tomadas nas instâncias anteriores.
Da redação




