A disputa pelas oito vagas de deputado federal em Mato Grosso do Sul promete ser uma das mais equilibradas das últimas eleições. Com mudanças na legislação eleitoral e uma redistribuição dos principais nomes entre as legendas, os partidos intensificaram a corrida por votos para ampliar suas bancadas em Brasília.
Nos bastidores, lideranças partidárias trabalham com uma meta considerada estratégica: alcançar cerca de 250 mil votos, número que, segundo os cálculos das siglas, pode garantir duas cadeiras na Câmara dos Deputados.
Meta é conquistar duas vagas na bancada federal
A projeção dos partidos é atingir aproximadamente 170 mil votos pelo quociente eleitoral e outros 80 mil votos que possam assegurar uma segunda vaga na distribuição das sobras.
Entre os partidos que perseguem essa meta estão o PT e o Republicanos.
O PT busca repetir o desempenho da última eleição, quando elegeu Camila Jara e Vander Loubet. Desta vez, Vander disputará o Senado, enquanto a legenda aposta na candidatura de Marquinhos Trad, que passou a integrar o partido por meio da federação.
Já o Republicanos pretende ampliar sua representação na Câmara após reforçar a chapa durante a janela partidária. O partido conta com nomes como o deputado federal Beto Pereira, o deputado estadual Roberto Hashioka, os vereadores Isa Marcondes e Neto Santos, além do ex-secretário estadual Jaime Verruck.
PL e União/PP sonham com três deputados federais
Enquanto PT e Republicanos trabalham para conquistar duas cadeiras, o PL e a federação União Brasil/PP estabelecem uma meta ainda mais ambiciosa: eleger três deputados federais.
Para que isso aconteça, porém, as legendas dependem de um cenário em que partidos concorrentes não atinjam a marca de 250 mil votos e em que siglas menores tenham desempenho abaixo do esperado.
Mudança na lei amplia chances dos partidos menores
Um dos fatores que promete influenciar diretamente o resultado é a alteração na legislação eleitoral.
Na eleição passada, apenas partidos que alcançassem pelo menos 80% do quociente eleitoral podiam disputar as chamadas vagas das sobras.
Na ocasião, o quociente para deputado federal em Mato Grosso do Sul foi de 175.809 votos, o que exigia cerca de 140 mil votos para participar da distribuição final das cadeiras.
Com a nova regra, essa exigência deixou de existir. Assim, partidos que obtenham cerca de 100 mil votos já podem entrar na disputa pelas últimas vagas, aumentando a competitividade entre as legendas.
PSDB aposta na nova regra para voltar a eleger deputado federal
Entre os partidos que podem ser beneficiados pela mudança está o PSDB.
Apesar de perder seus três deputados federais durante a janela partidária, a legenda montou uma chapa considerada competitiva e aposta justamente nas novas regras para voltar a conquistar representação na Câmara dos Deputados.
Caso partidos médios e pequenos consigam atingir suas metas eleitorais, o cenário pode dificultar os planos do PL e da federação União Brasil/PP de conquistar três cadeiras.
Na federação União/PP, por exemplo, disputam espaço os atuais deputados federais Dagoberto Nogueira, Dr. Luiz Ovando e Geraldo Resende, além da ex-deputada federal Rose Modesto. Diante do equilíbrio da chapa, a expectativa é de uma disputa intensa pelas vagas, com possibilidade de renovação na bancada sul-mato-grossense.

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