A decisão de que Michelle Bolsonaro deixa PL Mulher provocou novos desdobramentos na disputa interna do Partido Liberal (PL) pela segunda vaga ao Senado em Mato Grosso do Sul. Enquanto o deputado federal Marcos Pollon viu diminuir as expectativas de definição favorável ao seu nome, aliados do ex-deputado estadual Capitão Contar receberam a notícia com mais otimismo.
A primeira vaga do partido para a disputa ao Senado já está garantida para Reinaldo Azambuja. Agora, Pollon e Contar aguardam a decisão sobre quem será o segundo nome escolhido pela legenda para concorrer nas eleições.
Saída de Michelle muda cenário dentro do PL
Michelle Bolsonaro, considerada a principal defensora da candidatura de Marcos Pollon, anunciou sua saída da presidência do PL Mulher após reunião com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
Nos bastidores, havia expectativa entre aliados de Pollon de que o encontro pudesse resultar em um acordo para confirmar sua candidatura ao Senado. No entanto, o desfecho foi diferente do esperado.
Em publicação nas redes sociais, Michelle informou que deixava o comando do PL Mulher para dedicar-se integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Definição das candidaturas segue sem prazo
A indefinição sobre os candidatos do Partido Liberal ao Senado permanece tanto em Mato Grosso do Sul quanto em outros estados.
A expectativa inicial era de que os nomes fossem anunciados no dia 10 de junho, mas a decisão foi adiada diante da falta de consenso dentro da legenda.
Com a saída de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher, lideranças avaliam que a definição poderá levar ainda mais tempo.
Grupo de Contar demonstra confiança
Nos bastidores da política sul-mato-grossense, aliados de Capitão Contar afirmam que pesquisas encomendadas pelo grupo indicam vantagem do ex-deputado na disputa interna, reforçando a confiança de que ele será o escolhido pelo partido.
Já Marcos Pollon continua utilizando como argumento uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período em que esteve preso. No documento, Bolsonaro afirmava que Pollon seria o nome escolhido para disputar uma vaga ao Senado.
Segundo aliados, essa manifestação foi determinante para que o deputado desistisse da possibilidade de deixar o PL e se filiar ao Partido Novo para disputar a eleição.
Expectativa continua entre lideranças do PL
Enquanto a direção nacional do Partido Liberal não oficializa os nomes que disputarão o Senado, a disputa interna em Mato Grosso do Sul segue cercada de expectativa.
A saída de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher altera o cenário político dentro da legenda e pode prolongar ainda mais a definição sobre quem acompanhará Reinaldo Azambuja na chapa ao Senado.
Da redação

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