O deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) avalia desistir da disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Caso confirme a decisão, o cenário poderá impactar diretamente os planos do Republicanos em Mato Grosso do Sul e beneficiar chapas adversárias que disputam vagas na bancada federal.
Procurado pela reportagem, Hashioka confirmou que ainda não tomou uma decisão definitiva. “Até a convenção, decido”, afirmou.
O parlamentar deixou o União Brasil para disputar uma vaga de deputado federal pelo Republicanos. Inicialmente, havia anunciado que não tentaria a reeleição à Assembleia Legislativa para abrir espaço político e apoiar a candidatura da esposa, a ex-deputada Dione Hashioka.
Possível saída pode afetar meta do Republicanos
Caso Roberto Hashioka desista da candidatura, o Republicanos poderá encontrar mais dificuldades para atingir o objetivo de eleger dois deputados federais.
Atualmente, a chapa reúne nomes como o deputado federal Beto Pereira, a vereadora de Dourados Isa Marcondes, o vereador de Campo Grande Neto Santos, o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Jaime Verruck e o próprio Hashioka.
A eventual desistência também pode favorecer outras federações e partidos que projetam ampliar suas bancadas em Brasília.
Entre eles estão as chapas do PL e da federação União Brasil/PP, que trabalham com a meta de conquistar três cadeiras na Câmara dos Deputados. Essas legendas disputam as chamadas vagas de sobra com Republicanos, PSDB e PT.
As mudanças na legislação eleitoral também alteraram o cálculo para distribuição das vagas remanescentes. Com o fim da exigência de atingir 80% do quociente eleitoral para participar da distribuição das sobras, partidos com menor votação passaram a ter mais chances de conquistar cadeiras.
Tomando como base o resultado da última eleição, uma legenda pode eleger um deputado federal com cerca de 101 mil votos, sem a necessidade de alcançar aproximadamente 140 mil votos.
Na eleição anterior, o quociente eleitoral foi de 175.809 votos. Na distribuição inicial, apenas PSDB, PL e PT conquistaram vagas pelo quociente partidário.
As cinco cadeiras restantes foram distribuídas pelas regras das sobras. O PSDB ficou com duas dessas vagas, enquanto PP, PL e PT conquistaram uma cadeira cada.
Com as novas regras eleitorais e a indefinição sobre a candidatura de Roberto Hashioka, a composição das chapas segue sendo acompanhada de perto pelos partidos que disputam representação na Câmara dos Deputados.
Da redação
Foto: Investiga MS

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